Marianne Stokes
Pintora romântica medieval vitoriana
Marianne Stokes (nascida Preindlsberger) foi uma pintora austríaca. Ela se estabeleceu na Inglaterra após seu casamento com Adrian Scott Stokes (1854–1935), pintor de paisagens, a quem conheceu em Pont-Aven. Stokes era considerada uma das principais artistas mulheres da Inglaterra vitoriana. Preindlsberger nasceu em Graz, Estíria. Estudou primeiro em Munique sob a orientação de Lindenschmit e, tendo recebido uma bolsa de estudos pelo seu primeiro quadro, Muttergluck, trabalhou em França sob a direção de Pascal Adolphe Jean Dagnan-Bouveret (1852–1929), Colin e Gustave Courtois (1853–1923). Pintou no campo e em Paris e, como muitos outros jovens pintores, caiu sob o encanto do naturalista rural Jules Bastien-Lepage. O seu estilo continuou a mostrar a sua influência mesmo quando os seus temas mudaram do rural para os temas românticos medievais e bíblicos. Enquanto estava em França, conheceu a pintora finlandesa Helene Schjerfbeck, com quem visitou Pont-Aven em 1883. Sua primeira pintura de salão, Reflexão, que havia sido pintada na Bretanha, foi exibida em 1885 na Royal Academy. Sua obra também foi apresentada na Grosvenor Gallery, na New Gallery e na Society of British Artists. Em 1885, um ano após seu casamento, ela passou a usar o nome de «Mrs. Adrian Stokes». Juntamente com o seu marido, passou os verões de 1885 e 1886 em Skagen, no extremo norte da Dinamarca, onde havia uma colónia de artistas que ficou conhecida como os «Pintores de Skagen». Ali, o casal estabeleceu uma amizade próxima com Michael e Anna Ancher. No verão de 1885, visitaram também a Irlanda. Stokes exibiu suas obras no Palácio das Belas Artes na Exposição Mundial Colombiana de 1893 em Chicago, Illinois. Em 1900, ela realizou uma exposição conjunta com o marido na Fine Art Society. Os Stokes moravam em St Ives, onde Marianne Stokes era membro da Escola de Newlyn. Por não terem filhos, viajavam regularmente para o exterior, frequentemente para o Tirol, e em 1905 para a Hungria e os Altos Tatras. Lá, passaram cerca de meio ano esboçando e pintando nas aldeias de Važec, Mengusovce e Ždiar. Adrian Stokes concentrava-se em paisagens, com imagens da colheita de feno e chalés pitorescos, enquanto Marianne Stokes pintava retratos que mostravam os detalhes finos das roupas. Essas pinturas fornecem um valioso registro da cultura eslovaca. Stokes abandonou a pintura a óleo, inspirada pelo movimento pré-rafaelita e incentivada pelo trabalho de tradução de Christiana Herringham. Ela pintava composições planas em têmpera e gesso, e suas pinturas davam a impressão de serem afrescos em superfícies de gesso. Era associada da Royal Society of Painters in Water Colours. Stokes foi incluída na exposição de 2018 «Women in Paris 1850-1900». Marianne Stokes faleceu em 1927. Adrian Stokes faleceu em 1935. Ambos foram enterrados no Cemitério Católico Romano de Mortlake, em Londres.