A encadernação
circa 1930
Entre no mundo acolhedor e nebuloso de Édouard Vuillard, um mestre do «intimismo» que adorava pintar momentos domésticos tranquilos. Aqui, uma mulher com cabelos brancos como a neve está absorta em seu trabalho, banhada pelo brilho quente e empoeirado de uma grande lâmpada. A cena parece uma memória fugaz, representada por pinceladas suaves e granuladas de ocre e marrom que desfocam as linhas entre as flores, os móveis e a própria figura. Vuillard fazia parte do grupo dos Nabis, artistas que tratavam a pintura como uma experiência decorativa e emocional, em vez de uma representação estrita da realidade.
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